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SAIBA MAISNunca fez o IRS? Não se preocupe, porque é mais simples do que parece. Com este guia tem tudo o que precisa para o fazer o IRS pela primeira vez, sem stress e sem erros.
O IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) é o imposto que incide sobre o que se ganha durante o ano. Se trabalha por conta de outrem, a entidade patronal retém uma parte do seu salário todos os meses, o que se chama retenção na fonte.
No final do ano, o Estado faz as contas: se o Estado reteve mais do que deve, recebe um reembolso. Se reteve menos, tem de pagar a diferença. A declaração de IRS é, precisamente, esse acerto de contas.
Mesmo que o rendimento seja baixo ou que não haja nada a pagar, a entrega pode ser obrigatória, e o não cumprimento tem coimas. Vale a pena fazê-lo corretamente desde o início.
Guarde estas datas na agenda, porque são as que realmente importam:
1 de abril - Abertura do portal para entrega de declarações
30 de junho - Prazo limite para a entrega
Dica: Não deixe para o último dia, é o mais congestionado no Portal das Finanças e há mais falhas no sistema. Aponte para entregar a declaração em meados de abril, é a altura ideal para entregar, sem filas nem falhas no sistema.
Antes de tratar da declaração de IRS, confirme que tem tudo o que precisa:
Senha de acesso ao Portal das Finanças: se ainda não tem, deve pedi-la com antecedência. Como é enviada pelo correio pode demorar alguns dias a chegar;
NIF (Número de Identificação Fiscal): encontra-o no cartão de cidadão;
IBAN: verifique se o IBAN que consta no portal é o correto. É essencial para receber o reembolso;
O Portal das Finanças oferece duas opções para o preenchimento da declaração de IRS, automático e manual. A melhor opção para si depende da sua situação:
O IRS Automático é para situações simples, como um trabalhador por conta de outrem, sem dependentes complexos. A declaração já está pré-preenchida, só é necessário confirmar e submeter. Ideal quando o caso não tem particularidades.
Dica: confirme sempre os valores antes de aceitar, porque os erros no preenchimento da declaração são da responsabilidade do contribuinte.
O IRS Manual é para situações mais complexas, como trabalho independente, rendimentos de arrendamento, mais-valias, ou quando há despesas que se pretende deduzir manualmente. Dá mais trabalho, mas garante que não se perde nenhuma dedução a que se tem direito. Para trabalhadores independentes (recibos verdes), esta é provavelmente a opção indicada.
As deduções reduzem o valor do imposto a pagar. As deduções mais comuns incluem:
Despesas de saúde, como consultas, medicamentos, ou óculos, em 15% do valor, até €1.000;
Educação e formação, como propinas, material escolar, ou creches, em 30% do valor;
Rendas de habitação, para quem paga renda, até €600 de dedução, ou €900 para pessoas até 35 anos;
Despesas gerais e familiares, como supermercado, vestuário, ou combustível, em 35% do valor, até €250;
Juros de crédito habitação para quem tem contratos anteriores a 2011;
PPR ( Plano Poupança Reforma), em 20% do valor entregue (até €400 para quem tem menos de 35 anos).
Para as despesas serem dedutíveis, as faturas têm de ter sido emitidas com número de contribuinte.
Não confirmar o IBAN: sem IBAN atualizado, o reembolso não chega;
Deixar para o último dia: o sistema fica sobrecarregado e pode haver falhas;
Não verificar os dados pré-preenchidos: podem conter erros da entidade patronal;
Esquecer rendimentos: quem trabalha por conta própria e por conta de outrem em simultâneo deve declarar tudo;
Não guardar o comprovativo de entrega: é a prova de que se cumpriu a obrigação fiscal.
Entre no Portal das Finanças
Vá a Cidadãos > Entregar > IRS
Escolha o ano fiscal a que diz respeito a declaração (ano anterior) e o regime (automático ou manual)
Confirme ou preencha os dados pessoais e do agregado familiar
Verifique os rendimentos e as despesas dedutíveis, confirme todos os campos
Simule o resultado antes de submeter: o portal mostra se há reembolso ou valor a pagar
Submeta a declaração e guarde o comprovativo
Pagar menos IRS no futuro é simples, só tem de começar já a preparar. Ao longo do ano, peça sempre fatura com NIF em qualquer compra ou serviço. Em janeiro, e portanto, antes do período de entrega do IRS, deve consultar o portal e-fatura para confirmar que todas as faturas foram registadas corretamente.
Também pode (e deve) subscrever um PPR, um produto duplamente vantajoso: poupa para o futuro e paga menos impostos no presente. Na Fidelidade, temos várias opções, adequadas a diferentes necessidades e perfis. Saiba como Escolher um PPR e leia mais sobre Quais os benefícios fiscais de um PPR.
Conheça, ainda, 10 estratégias financeiras essenciais para o início da carreira.
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