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    Primeiro IRS: o guia completo para não se perder em 2026

    Nunca fez o IRS? Não se preocupe, porque é mais simples do que parece. Com este guia tem tudo o que precisa para o fazer o IRS pela primeira vez, sem stress e sem erros.

    O que é “fazer o IRS”?

    O IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) é o imposto que incide sobre o que se ganha durante o ano. Se trabalha por conta de outrem, a entidade patronal retém uma parte do seu salário todos os meses, o que se chama retenção na fonte.

    No final do ano, o Estado faz as contas: se o Estado reteve mais do que deve, recebe um reembolso. Se reteve menos, tem de pagar a diferença. A declaração de IRS é, precisamente, esse acerto de contas.

    Mesmo que o rendimento seja baixo ou que não haja nada a pagar, a entrega pode ser obrigatória, e o não cumprimento tem coimas. Vale a pena fazê-lo corretamente desde o início.

    Datas a não esquecer

    Guarde estas datas na agenda, porque são as que realmente importam:

      1 de abril - Abertura do portal para entrega de declarações 
     30 de junho - Prazo limite para a entrega

    Dica: Não deixe para o último dia, é o mais congestionado no Portal das Finanças e há mais falhas no sistema. Aponte para entregar a declaração em meados de abril, é a altura ideal para entregar, sem filas nem falhas no sistema.

    Antes de começar: o que precisa de ter à mão

    Antes de tratar da declaração de IRS, confirme que tem tudo o que precisa:

    • Senha de acesso ao Portal das Finanças: se ainda não tem, deve pedi-la com antecedência. Como é enviada pelo correio pode demorar alguns dias a chegar;

    • NIF (Número de Identificação Fiscal): encontra-o no cartão de cidadão;

    • IBAN: verifique se o IBAN que consta no portal é o correto. É essencial para receber o reembolso;

    Preenchimento automático ou manual?

    O Portal das Finanças oferece duas opções para o preenchimento da declaração de IRS, automático e manual. A melhor opção para si depende da sua situação:

    • O IRS Automático é para situações simples, como um trabalhador por conta de outrem, sem dependentes complexos. A declaração já está pré-preenchida, só é necessário confirmar e submeter. Ideal quando o caso não tem particularidades.

      Dica: confirme sempre os valores antes de aceitar, porque os erros no preenchimento da declaração são da responsabilidade do contribuinte.

    • O IRS Manual é para situações mais complexas, como trabalho independente, rendimentos de arrendamento, mais-valias, ou quando há despesas que se pretende deduzir manualmente. Dá mais trabalho, mas garante que não se perde nenhuma dedução a que se tem direito. Para trabalhadores independentes (recibos verdes), esta é provavelmente a opção indicada.

    O que se pode deduzir?

    As deduções reduzem o valor do imposto a pagar. As deduções mais comuns incluem:

    • Despesas de saúde, como consultas, medicamentos, ou óculos, em 15% do valor, até €1.000;

    • Educação e formação, como propinas, material escolar, ou creches, em 30% do valor;

    • Rendas de habitação, para quem paga renda, até €600 de dedução, ou €900 para pessoas até 35 anos;

    • Despesas gerais e familiares, como supermercado, vestuário, ou combustível, em 35% do valor, até €250;

    • Juros de crédito habitação para quem tem contratos anteriores a 2011;

    • PPR ( Plano Poupança Reforma), em 20% do valor entregue (até €400 para quem tem menos de 35 anos).

    Para as despesas serem dedutíveis, as faturas têm de ter sido emitidas com número de contribuinte.

    Erros comuns a evitar

    • Não confirmar o IBAN: sem IBAN atualizado, o reembolso não chega;

    • Deixar para o último dia: o sistema fica sobrecarregado e pode haver falhas;

    • Não verificar os dados pré-preenchidos: podem conter erros da entidade patronal;

    • Esquecer rendimentos: quem trabalha por conta própria e por conta de outrem em simultâneo deve declarar tudo;

    • Não guardar o comprovativo de entrega: é a prova de que se cumpriu a obrigação fiscal.

    Passo a passo para entregar o IRS pela primeira vez

    1. Entre no Portal das Finanças

    2. Vá a Cidadãos > Entregar > IRS

    3. Escolha o ano fiscal a que diz respeito a declaração (ano anterior) e o regime (automático ou manual)

    4. Confirme ou preencha os dados pessoais e do agregado familiar

    5. Verifique os rendimentos e as despesas dedutíveis, confirme todos os campos

    6. Simule o resultado antes de submeter: o portal mostra se há reembolso ou valor a pagar

    7. Submeta a declaração e guarde o comprovativo

    E já pode começar a pensar no IRS do próximo ano

    Pagar menos IRS no futuro é simples, só tem de começar já a preparar. Ao longo do ano, peça sempre fatura com NIF em qualquer compra ou serviço. Em janeiro, e portanto, antes do período de entrega do IRS, deve consultar o portal e-fatura para confirmar que todas as faturas foram registadas corretamente.

    Também pode (e deve) subscrever um PPR, um produto duplamente vantajoso: poupa para o futuro e paga menos impostos no presente. Na Fidelidade, temos várias opções, adequadas a diferentes necessidades e perfis. Saiba  como Escolher um PPR e leia mais sobre Quais os benefícios fiscais de um PPR.

    Conheça melhor, também, o IRS Jovem 2025: Como Funcionam as Novas Isenções Fiscais.

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